Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010
Desvendar
Sabe, talvez fosse como se estivesse infringindo alguma regra. Na tentativa de tentar desvendar o que você enxerga talvez o correto não fosse manter os pés no chão. Poderíamos voar ao desconhecido, se me permitisse isso, caminhar por entre as pedras soltas, embaladas ao nosso peso sem medo de cair, pois eu sei que estará bem ao meu lado pra me estender a mão. Nossos passos calados lado a lado incomodam a nós dois. O som dos passos rastejando, implorando para que o silêncio seja quebrado por alguma palavra qualquer. O pulsar do meu coração acelerado que eu te juro, se estivéssemos a sós, você poderia ouvi-lo bater, sem compasso algum. Então eu me oponho a qualquer sentimento de resistência, e permito-me caminhar ao lado teu. Sem aquele medo visível de estar no caminho errado, cegamente, que sempre me persegue, mas com a adrenalina acionando meus movimentos e pulsando meu coração forte, forte, cada vez mais forte, para agir em busca do que o meu desejo grita mais alto: desvendar você.
domingo, 31 de outubro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Carta 1
O que sugeres fazer, agora? Se há muito pouco ou quase nada há para escolher, cuja bifurcação dos nossos caminhos é tão visível que direita ou esquerda, tanto faz. Pra ti. Aquele tempo parado, o segundo eternizado que passou em que relances de toda sua vida sob flash permaneciam em tua cabeça, e nada que viveu foi tão profundo o suficiente para fazer você ver. Abrir teus olhos para o que era palpável e estava na tua frente, assim como eu. Esse nosso “algo” em comum é mínimo, insuficiente, pois, sem diferença alguma. Confundo-me, às vezes, por não saber distinguir o que é a minha raiva. Seja proteção, egoísmo, amor incondicional. Receio, talvez. E assim continuo a caminhar, entrelaçando os passos, com o singelo sorriso no rosto. Até ver aonde você vai chegar.
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