domingo, 3 de março de 2013
Confissão
É fácil quando se consegue explicar. Você sente que tem algo que incomoda, que ao invés de 'sim', na verdade você gostaria de ter dito um 'melhor não', mas não diz por respeito ao livre arbitrio. Porém se espera, no mínimo, compaixão a isso que a gente sente - que não explica, e que nas entrelinhas está bem ali. Talvez seja claro pra mim que estou sentindo. É complexo demais pensar na distância, também, como algo que te venda os olhos. Te exclui de qualquer interação e você, definitivamente, nunca saberá se houve algo que pudesse virar um incomodo futuro ou se simplesmente foi tudo diversão. Ou ambos. Prefiro pensar - e acreditar - que foi uma noite qualquer, em que nos encontrávamos em pensamento, sem tom de vigia, mas para lembrar "tem alguém que ama você", e te fazer aproveitar a noite sem colocar nada em risco ou cometer aquele erro fatal. Desculpe-me, mas a imaginação é uma arma assassina se deixarmos ela fluir da maneira que quiser. Então eu esperaria você chegar e me mandar aquela mensagem dizendo que está bem, está em casa e que me ama, e então eu conseguiria dormir com tranquilidade, sem que sombras de qualquer situação indesejada pudesse atormentar meus pensamentos. E nele, então, só ficaria você.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Tédio
É qualquer coisa, assim,
irradiante. Aperta daqui, perturba acolá. E acho, também, que talvez não seja
dor. Qualquer sentimento, até então, indefinido, que incomoda. Perturba. Eu
vejo o tempo passar. Chega até ser piegas dizer “ver os ponteiros do relógio se
arrastarem”, mas é exatamente isso. Limpo um pouquinho aqui. Leio qualquer capítulo aleatório de um livro
mais aleatório ainda que eu nem lembrasse que tinha. Mas tinha. Assim como esse
sentimento indecifrável. Busquei ligar pra alguém. Procurei na agenda, mas
quem?! A mesma pessoa de sempre. Mande um “oi”, na tentativa que interpretasse
como um suplica de alguém que diz: preciso gastar meu tempo de forma
construtiva. Porque, convenhamos, nada do que eu havia feito até então
acrescentou algo. Talvez você pudesse curar meu tédio... TÉDIO! Era isso que eu
estava sentindo. Uma monotonia insistente que não passava junto aos ponteiros,
passava junto a mim. Ela ia comigo pra onde eu fosse. Persistia entre qualquer
um que eu buscasse socorro. Que baita chatice! E, a propósito, isso aqui está
chato. Quem quer ouvir descrição de um dia tedioso de alguém que não se sabe
quem é?! Não é construtivo pra ninguém. Nem pra mim.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Rolar
Acordei. Depois de uma noite mal dormida, tudo que eu não queria era acordar. Estava estranha. Dolorida fisicamente como se estivesse participado de uma briga braçal e eu teria perdido, obviamente. Não vou ser exagerada e dizer que foi um piano que caiu por cima de mim. Mas qualquer vendaval, seria pouco. Começo a pensar que essa dor não é de ontem. Já tem dias. Dor acumulada pode existir? Mas acumular não seria o mesmo que a soma de várias dores semelhantes? Não me lembro de ter sentido tanta dor assim. Em resumo, eu acho que era cansaço, desses do tipo bem exaustivo. Aí sim tem sentido, pois esse pode ser cumulativo. Voltei a dormir.
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