Aí então ela disse: - "Agora sabe como eu me sinto?"
Transparecia alívio ao dizer aquilo, pois sabia que se apenas me fizesse sentir o que ela havia sentido, eu a entenderia. Meu orgulho confisca o meu senso nestes casos e, como em todos os outros casos, "não é a mesma coisa" então falei. Na verdade, no fundo eu sabia: tratava-se da mesma situação. Eu havia sentido o que ela sentiu sim, talvez até da mesma maneira como ela se sentiu. Foi vergonhoso negar, mas isso eu irei guardar a vida inteira pra mim. Enfim, hoje eu sei que fechar a cara para o mundo, franzir a testa o resto da noite em objeção as atitudes displicentes e aguardar as explicações chegarem te levam a loucura também, porque se ganha duas coisas com isso. Primeiro: uma noite inteira monótona, entediante, sem graça e, a segunda, por franzir demais a testa, certamente eu ganharei rugas em um futuro próximo.
domingo, 22 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Até quando?
Tornar-se "apto" a alguma coisa, requer conhecimento e habilidade. Acho que um pouco de dedicação, seriedade, talvez. Mas, pouco importa se a aptidão que necessitamos não é para as coisas que almejamos. Algo assim. Enfim, uma breve reflexão acerca de certas coisas.
Cotidiano: hoje refleti sobre o pensamento. Ah, talvez esse pensamento agora, imediato. Uma reflexão sobre a vida passageira. Sobre as pessoas que estão ali, 24 horas por dia e que em segundos, sem despedidas, se vão. A ída sem volta, sem previsão de retorno, justamente porque esse retorno é apenas fruto da esperança de que, um dia desses, possamos nos ver novamente. Mas, a vida é assim. Antes e após ela existe apenas esta certeza: um dia morreremos todos. Pense bem: antes mesmo de nascermos, poderíamos nem termos nascido, justamente porque a morte pode acontecer no período gestacional ou no próprio parto. O que me faz trazer esta reflexão é o fato de ter visto um alguém, desconhecido pra mim, nunca antes visto, mas suas características físicas, seu jeito de andar, vestir-se, lembra-me muito alguém especial. Não mais presente entre nós. Não foi esta observação concomintente a uma lembrança que me fez falar disso. Foi, justamente, o que isso me causou: uma puta duma saudade tremenda. E a realidade me abriu os olhos: eu não havia esquecido. Eu não havia deletado, simplesmente, do meu viver. Eu apenas acomodei a dor. Acomodei a saudade. Acomodei a lembrança. Vive nessa acomodação por este tempo, e, agora, cutucando-a, percebi que sempre esteve ali, menos dolorosa, menos penosa. E hoje, por um minuto, tudo o que eu havia sentido quando precisei dizer adeus, eu senti. E, respirei fundo. Larguei algumas lágrimas, sim. Aí, passou. Acomodou-se, então. Até quando?
Cotidiano: hoje refleti sobre o pensamento. Ah, talvez esse pensamento agora, imediato. Uma reflexão sobre a vida passageira. Sobre as pessoas que estão ali, 24 horas por dia e que em segundos, sem despedidas, se vão. A ída sem volta, sem previsão de retorno, justamente porque esse retorno é apenas fruto da esperança de que, um dia desses, possamos nos ver novamente. Mas, a vida é assim. Antes e após ela existe apenas esta certeza: um dia morreremos todos. Pense bem: antes mesmo de nascermos, poderíamos nem termos nascido, justamente porque a morte pode acontecer no período gestacional ou no próprio parto. O que me faz trazer esta reflexão é o fato de ter visto um alguém, desconhecido pra mim, nunca antes visto, mas suas características físicas, seu jeito de andar, vestir-se, lembra-me muito alguém especial. Não mais presente entre nós. Não foi esta observação concomintente a uma lembrança que me fez falar disso. Foi, justamente, o que isso me causou: uma puta duma saudade tremenda. E a realidade me abriu os olhos: eu não havia esquecido. Eu não havia deletado, simplesmente, do meu viver. Eu apenas acomodei a dor. Acomodei a saudade. Acomodei a lembrança. Vive nessa acomodação por este tempo, e, agora, cutucando-a, percebi que sempre esteve ali, menos dolorosa, menos penosa. E hoje, por um minuto, tudo o que eu havia sentido quando precisei dizer adeus, eu senti. E, respirei fundo. Larguei algumas lágrimas, sim. Aí, passou. Acomodou-se, então. Até quando?
sábado, 23 de abril de 2011
Distância
Sinceramente. Ainda ecoa em mim estas suas palavras. E talvez, sempre será assim. Como, por exemplo, tu mesma disseste que algo que eu fiz no passado persiste ainda. É tão chato não existir um manual para que possamos aprender a deixar de lado coisas que não servem mais. Como essas histórias agora. Mais chato ainda, é permitir um tempo, contrariando minhas próprias convixões, mas não conseguir segurar a expectativa de procurar, mesmo que eu receba uma ironia, indiferença... essas coisas ruins. Talvez eu tenha feito errado, afinal, de ter ído te procuarar 3:13 da manhã, ainda mais depois do que referimos uma para outra. Mas, essa coisa de ansiedade, existe em mim. Deve ter sido uma noite difícil, eu sei. Chorar, dormir, soluçar, acordar e me ver puxando assunto. Eu não esperei "a poeira baixar". É que me agonia o fato de saber que tu estás fria, indiferente, magoada e tudo o que se referir à incomodação e decepção. Queria tanto que isso fosse apenas de questão de minutos, e logo passaria. Aí eu estaria novamente contigo em meus braços, olhando pra mim e dizendo o quanto me ama. Roubaria meu chão em questões de segundos e me mostraria o quão bom é continuar lutando por ti, mesmo que seja sofrendo às vezes. Ameniza esses teus pensamentos horripilantes sobre mim, talvez assim esse teu medo não te dominará mais, não me afastará de ti e não deixará a gente assim, tão distante.
Assinar:
Postagens (Atom)